terça-feira, 2 de junho de 2009

Amanhecer



Amanheceu, como num segundo

Amanheceu, apesar de tudo

Amanheceu, um raio no escuro

Amanheceu, simples e absurdo

Amanheceu, uma nova era

Amanheceu, renasceu da guerra

Amanheceu, um planeta mudo

Amanheceu.


Era o fim da estrada

Era o fim do mundo ali

Mas o sol brilhava, inacreditável em si.

Não se imaginava, foi o fim de tudo, eu vi

Mas o sol teimava em raiar e resistir


E no mesmo dia

Em que a "profecia do fim" se revelaria

Eu te conheci assim...

Letra: Jorge Vercillo



quarta-feira, 27 de maio de 2009

Reflexões


Dualidade.

O mundo é feito de dualidades.

Contrastes terríveis existem ao nosso redor. Todos os dias, a todo o instante, várias pessoas nascem enquanto milhares morrem.

Ciclo da vida? É frio demais pensar que somos animais que existem apenas para viver e morrer.

Não. Somos mais que isso.

Será que há alguma razão para vivermos? E será que seríamos capazes de aceitar e compreender a razão de nossa existência caso soubéssemos da resposta?

A espécie humana é incrivelmente complexa.

Somos seres poéticos, perfeitos em nossa essência e, ao mesmo tempo, malignos e autodestrutíveis. Queremos entender o mundo à nossa volta, mas não nos preocupamos em compreender o mundo tempestuoso existente em nosso interior.

Somos seres perfeitamente imperfeitos em busca da perfeição que não existe dentro de nós mesmos. Aceitar esta condição é o que nos resta.